Quinta-feira, Maio 04, 2006

"ZARA"

O tema que escolhi foi a Sic no consumo e vou-me focar na "Zara". Ainda não sei bem em que pontos esfecíficos é que me vou focar porque ainda me falta fazer alguma pesquisa e ler o livro que a professora me vai emprestar. Este tema irá concerteza abordar muitas das alineas do primeiro tema, como por exemplo quanto á velocidade, ciclos curtos, a era do feminino etc...
Por agora são estas as ideias que tenho, numa posterior pesquisa já saberei no que realmente me vou focar.

Quinta-feira, Abril 27, 2006

Será será que é?






A velocidade a que a informação corre na internet é impressionante. As coisas acontecem e a notícia é quase instantânea. Ás vezes é tão rápido que assusta pelo facto de já não haver como encobrir determinadas coisas.

Antes falava com os meus amigos no mirc, hoje escrevo, falo, vejo e ouço no skype a tempo real. E caso este não esteja a funcionar bem nesse dia, tenho como alternativa de mais baixa qualidade o mesenger, o yahoomsn e muitos outros. Antes lia jornais de papel que faziam os dedos das mãos ficarem pretos por causa da tinta e a cheirar mal. Hoje mal os compro porque basta-me fazer, por exemplo, www.publico.pt . As fofocas, revistas, jogos, gastronomia e muitos outros temas estão quase todos disponíveis numa questão de segundos, num abrir e fechar de olhos, sem sequer ter de me levantar da cadeira da secretária para ir á procura do livro! Incrivel ahm? Eu acho! E como será daqui a uns anos? Será que a minha irmã terá páginas e assuntos disponíveis e escritos por protagonistas em Marte? Não sei mas o que é certo é que apesar de toda esta velocidade, eficiência e tecnologia, nem todos acedemos a ela. Nem todos temos a oportunidade de saber como funcionar com a internet, de ter um computador ou de estar ligado por cabo. Chego então á conclusão que é tão incrível quão injusto, daí que, não democrático. O equipamento não está disponível para todos, é caro e para seguir a onda da inovação é necessário investir, investir e investir. Nem todos sabemos navegar, nem todos sabemos para que serve ou o que é um site. Nem todos sabemos como seleccionar informação útil e não útil e mais grave que tudo, nem todos podemos ter internet ou sequer algum dia aceder a ela e ter quem nos eduque para poder utilizá-la.

Será será que é? Não me parece que seja...

Sexta-feira, Março 24, 2006

A tua carta...

Pois é Nuno... fiquei a pensar, a relembrar e é verdade! Há quanto tempo não recebo uma carta? Não sei, sinceramente não me lembro. E é tão bom receber uma carta. Sim é verdade que um email é "click" e já está, mas por isso mesmo perde muita magia. Deixa de haver o sentimento que algo escrito á mão nos pode transmitir. Disses-te tudo, mais explícito não podias ter sido. Escrever uma carta implica reflectir e através de uma caneta expressar o que nos vai na alma. O email tornou-se tão fácil que o conteúdo do mesmo já não é profundo como o de uma carta. "Olá tudo bem contigo? Este é o meu novo email, se quiseres adiciona-me ao mesenger para falarmos mais vezes tá? Beijos, Luísa" Passa muitas vezes por isto porque a mesma rapidez a que esta mensagem chega ao outro lado do mundo faz com que as pessoas não se dediquem totalmente naquilo que estão a escrever e até porque o que há para dizer pode ser escrito noutro pequeno email mais tarde ou mesmo no mesenger.
Que pena... È óptima esta era dos emails e das mensagens online, o mundo anda sem dúvida muito mais acelerado e o que pretendemos saber agora podemos sabê-lo já daqui a bocado. Mas é tão diferente... È tão impessoal...!
Tenho mesmo saudades de receber uma carta...!

Quarta-feira, Março 08, 2006

Não...Não me apetece!



Ser comodista é das características com que mais nos deparamos nos nossos dias.
"Não, não tou para isso!" "A pé?" "Isto está tão lento" "Tanto tempo?" "Não me apetece, dá muito trabalho".
Vivemos numa sociedade desenvolvida que proporciona muitas regalias e ao mesmo tempo muita preguiça. Tudo é mais fácil, mais leve, mais rápido, mais eficiente, daí que fazer as coisas que dão mais trabalho é sem dúvida uma chatice. Será porque somos meninos mimados a quem os papás deram tudo, ou a culpa é desta sociedade que não se cansa de crescer e inovar?

Pois é... eu digo que a culpa é dos dois. Aos 11 anos tive o meu primeiro Nintendo, meio fusca a imagem, os bonecos caminhavam lentamente e o Tétris só ia até ao nível 8. Os Japoneses acharam que se podia melhorar e inventaram o Game boy. Mais rápido, portátil e a preto e branco. Ficar pelo Nintendo seria um atraso de vida, ficaria para trás em relação ás novidades, daí não estar a acompanhar os passos das novas tecnologias. Porquê jogar Nintendo se podia jogar Game boy em casa da tia e da prima, tendo este cassetes mais pequeninas que cabiam no bolso das calças, níveis mais difíceis e daí ser muito mais emocionante? Mas com o tempo chegou-se á conclusão que o Game boy gastava demasiadas pilhas e ver os bonecos a preto e branco já era old fashioned, portanto havia que pedir ao pai natal o Super Nintendo. O pai natal trouxe, porque era ainda mais rápido, a cores e com os novos jogos de estratégia os meninos poderiam desenvolver muitas outras faculdades algures latentes. (Sim City, Zelda, Pilot Wings...)
Entretanto os médicos descobriram que ficar demasiadas horas a ver bonecos aos saltos ou com o olhar fixo no ecrã poderia provocar epilépsia. Que chatice....o tempo de antena foi cortado e passei a poder jogar apenas ao fim de semana. Mas no natal seguinte o pai natal apostou nos dvd's e trouxe-me o da Madonna. Menos mal, agora com mais variedade, podia ver o dvd da Madonna ao dia de semana tentando dançar os esquemas, jogar Game boy ás escondidas em casa da Ana e ter as minhas horinhas de Super nintendo ao fim de semana. DAH!
Hoje já não jogo Super Nintendo, prefiro jogar no computador de secretária porque a placa gráfica me permite gráficos espectaculares, com a capacidade que tem o computador instalo os jogos pesados rapidamente, ao mesmo tempo que no portátil oiço o dvd do Robby Williams para o computador de secretária não ficar muito lento.

Exagero? Sim, de facto... Os pais dão demasiado, mas a sociedade também o exige. Quem não tem as coisas não está a par, não aprende e não toma conhecimento dos novos métodos e quando as temos, tornamo-nos cada vez mais impacientes, comodistas e mortos por obter o novo modelo porque este já está ultrapassado.

Domingo, Fevereiro 19, 2006

Digital..Digital...Digital!

Desde o início... Digital soava muito melhor.
Parecia ter muito mais movimento que qualquer outra vertente. A queda foi sempre para esse lado! Farta, farta, farta do tronco comum e vamos não falar mais em teoria. Bom... o que sei é que a escolha foi essa e haja movimento. A expectativa era bastante, a curiosidade muita e não fazia ideia do que me estava á espera. Andava um pouco desiludida com o curso, não estava a ser nada do que eu alguma vez imaginei, sentia-me deprimida, a engolir matéria em vão e devo dizer que este ano superou bastante os três anteriores.
Não fazia ideia de nenhuma das novas cadeiras, tudo com nomes muito á frente! E assim como todas as outras, Sociologia e Cultura dos MDI também não fugia á novidade. Mas cultura do quê? O que é que sociologia tem a ver aqui? Eu sei lá... Boa experiência. È uma aula em que podemos estar mais tranquilos e não a absorver matéria, ou a escrever testemunhos intermináveis. Podemos conversar, dar opinião, debater, argumentar, criar coisas novas e aprender com todas as cabeças digitais que estão na sala. A professora é bastante exigente, é preciso trabalhar para conseguir, não nos safamos com qualquer coisa, há que dormir e pensar nos novos temas apresentados várias e várias vezes e perder muitas horas de trabalho com o mesmo.
Apesar de tanto trabalho e noites sem dormir estou a gostar imenso. Sinto que pela primeira vez em todos estes anos na faculdade vou ás aulas com gosto, sinto-me útil e aprendo com prazer. Acho que é e será uma boa forma de terminar o curso...